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O casamento é um compromisso de muita responsabilidade, mas infelizmente o homem tem confundido sua encarnação com se fosse uma excursão para piquenique qualquer, vendo-o como um banquete dos sentidos. Daí, o panorama melancólico que tem invadido muitos lares.

Tanto o homem como a mulher, deveriam conscientizar-se de que a Terra ainda não realiza casamento de anjos. O ser humano é cheio de imperfeições, é um misto de sombra e luz do ponto de vista espiritual, que na convivência conjugal, deixa cair a máscara, mostrando-se tal qual o é.

Para que o casamento consiga sobreviver às dificuldades naturais da marcha, há necessidade de atração espiritual e de existência de laços de afeto entre ambos, tornando-os verdadeiramente unidos por Deus, submissos à Sua Lei.

A união fruto do interesse, muito própria da sociedade insincera e alicerçada em poderes aquisitivos, baseada na conveniência social, na beleza física, na fortuna, ou unicamente no sexo, está fadada ao insucesso.

Antes de chegar ao porto do destino, os interessados na vida a dois deveriam passar por duas estações importantíssimas, a do namoro e a do noivado, fases em que o relacionamento entre ambos se aprofunda, dando ensejo a que se conheçam melhor.

Quando a realidade do lar se tornar diferente daquela do período do namoro, ou do noivado, devem entrar em jogo por parte de um dos cônjuges, os valores espirituais da fé, da paciência, o espírito de renúncia e abnegação e uma grande coragem, para que o casamento doente se possa recuperar e a família permanecer a salvo do naufrágio total.

Acima dos direitos individuais estão os direitos familiares, principalmente quando envolvem filhos, as maiores vítimas, cuja educação necessita imperiosamente da assistência e da presença atuante de ambos os cônjuges.

O casal que busca o recurso da separação nada mais faz que adiar o resgate de um débito, agravando os esforços do pagamento, pelas suas noções de irresponsabilidade.

Deixou-nos o Codificador, com o bom senso que lhe é peculiar, um capítulo especial sobre o divórcio no Evangelho Segundo o Espiritismo, onde afirma ser ele nada mais que uma medida humana, que objetiva separar aquilo que espiritualmente já estava separado.O espírita esclarecido, homem ou mulher, deve aprender a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste, pois sabe que não existem na Terra uniões legalizadas ou não, que não tenham vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.

Sabe que se fugir hoje ao resgate, voltará amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura agora afastar-se.

O divórcio jamais deve ser facilitado ou estimulado. Todos os esforços e sacrifícios possíveis devem ser empregados entre os cônjuges para que ele não se concretize, a não ser que o relacionamento se torne impraticável, chegando mesmo, ao perigo do crime ou do suicídio.

Nestes casos ele funcionará como medida lamentável, afastando males maiores, semelhantes à amputação que evita a morte, mas que sempre será uma quitação adiada, diante da Lei de Causa e Efeito e que terá um dia que ressarcir.

A separação constitui atitude que nunca deve ser assumida antes de profunda análise e demorada meditação que levem à plena consciência das responsabilidades envolvidas.

Mas se apesar de todas as tentativas e sacrifícios possíveis de preservar o lar desta hecatombe infeliz, um dos cônjuges exigindo sua liberdade, recusar-se a conviver com o outro, lesando-o nos seus interesses mais profundos, contrairá pesados débitos das leis divinas. E se, por desequilíbrio oriundo da solidão, o cônjuge abandonado vier a tomar caminhos mais infelizes ainda, todas as duplicatas serão contabilizadas no fórum da consciência do cônjuge irresponsável.

A criatura humana precisa tomar muito cuidado com as chamadas “lesões afetivas”, pois ninguém tem o direito de brincar com os sentimentos de ninguém. Precisa amadurecer, preparar-se para o amor e se educar, para ser feliz. Toda atitude de leviandade, mormente no campo sentimental, é uma dívida dolorosa que o homem ou a mulher vêm a contrair.

O Espiritismo não é doutrina do não e sim da responsabilidade. Viver é escolher, é optar, é decidir.Somos livres para escolher, mas responderemos por essa escolha. Na lei divina, a semeadura é voluntária; mas a colheita é sempre obrigatória.

Bem-aventurado, pois, todo aquele que, apesar dos entraves e das lágrimas do caminho sustentar nos ombros, ainda mesmo desconjuntados e doloridos, a bendita carga das próprias obrigações.

Fonte: extraído do livro espírita Nas pegadas de um anjo de Jerônimo Mendonça

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27
dez

A Língua | Livro Espírita

   Posted by: admin    in Mensagens Espíritas

Médium: Francisco Cândido Xavier.
Ditado pelo Espírito: André Luiz.

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada – favorece o juízo.

Leviana – descortina a imprudência.

Alegre – espalha otimismo.

Triste – semeia desânimo.

Generosa – abre caminho à elevação.

Maledicente – cava despenhadeiros.

Gentil – provoca reconhecimento.

Atrevida – traz a perturbação.

Serena – produz calma.

Fervorosa – impõe a confiança.

Descrente – invoca a frieza.


Extraído do Livro Espírita: Preces e Mensagens Espirituais.

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Há uma radiosa e eterna alma divina,
Que se irradia sobre a imensidade,
Alma da luz puríssima que invade
A cósmica amplidão que se ilumina.

Alma cheia de terna claridade,
Que alegrias dulcíssimas proprina,
Espírito do bem que aclara e ensina
O caminho da vida e da verdade.

Alma das almas, cujo pensamento
É a vibração do eterno movimento
Sem princípio e sem dia derradeiro…

Deus! – alma do amor que a tudo abraça,
Que é ciência, harmonia, aroma e graça,
Alma das almas do universo inteiro.

Cruz e Souza (1861-1898)
Poeta catarinense. É a figura mais expressiva do Simbolismo no Brasil. Foi uma personalidade atuante na Espiritualidade servindo sempre pelos ideais humanitários. Traduziu para o Esperanto os próprios sonetos que escreveu através do médium Chico Xavier. Deixou patenteada o caráter místico e apostolar na sua obra poética. Obras: Broquéis, Faróis, Evocações e outras.

Fonte: Lira Imortal, ditado por espíritos diversos e psicografado por Francisco Cândido Xavier.

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livro sobre Pedagogia Espírita da Doutora em Educação Dora Incontri

livro sobre Pedagogia Espírita da Doutora em Educação Dora Incontri

Obra de estudo e reflexão, que se tornou objeto de pesquisa e leitura em inúmeros grupos de pais, professores e lideranças comunitárias, no Brasil afora, traz abordagens novas e originais sobre teorias e práticas pedagógicas.

Apesar de sua abrangência e profundidade, a linguagem é objetiva e clara, facilitando a leitura de pessoas com qualquer grau de escolaridade, sem com isso perder consistência. A idéia de que a criança é um ser reencarnado transfigura a proposta pedagógica posta neste livro.

De: R$ 35,00

Por: R$30,00

Autora: Dora Incontri
Gênero: Educação Espírita
Editora: Comenius
Número de Páginas: 243
Ano de Lançamento: 1997
Tamanho: 16 cm X 22 cm
Peso: 490g
Acabamento: Brochura

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A Música na Educação

Quis dar também meu palpite nesses intercâmbios entre os dois mundos, sobre um tema que a todos os Espíritos interessa: a Educação… Fá-lo-ei, porém, dentro do campo em que atuei na Terra e pelo qual ainda me embrenho, embora em sintonias mais sutis, em consonância com a harmonia cósmica.

Educação e música – duas palavras que ressoam harmoniosamente juntas. Deixai que a música freqüente a alma desde cedo, tocando sutilmente as fibras divinas do ser e a moralidade e o amor brotarão mais facilmente nas vossas crianças.

A música é linguagem imediata, não conceitual, que trasncende os padrões rígidos das palavras, podendo enlaçar o espírito num todo. Sem que se dê conta, ei-lo que está sentindo, pensando, pulsando em todo o seu ser espiritual na vibração da música. Que poderoso instrumento de persuasão e de elevação! Porque quando a alma está desarmada, com a sensibilidade abandonada ao sabor dos ventos, a música entra por todos os poros perispirituais e a perpassa, a invade completamente…

Ora, exatamente nas crianças, que em vosso planeta ainda chegam experimentando a bênção do adormecimento, a sensibilidade está à superfície da pele. Ainda não foram reconstruídas pelo ensino racionalizado as estruturas lógicas da consciência. A criança bebe os sons, como se impregna das imagens, absorvendo profundamente as impressões que a alcançam. Eis então o meio insuperável para que essas impressões sejam harmônicas, belas e puras: a música!

Mas… é preciso antes nos entendermos a respeito dessa palavra, pois quantos arremedos de sons, quantos desencontros harmônicos e quanta sonoridade brutal chamais de música…

Direi, antes de mais nada, que o primeiro elemento da verdadeira música é o silêncio. Quem não for sensibilizado para ouvir o que a natureza nos oferece de musicalidade, o que o silêncio nos proporciona de introspecção; quem não for capaz de apalpar a sutileza de um grilo noturno ou comover-se com o canto de um pássaro, ou ainda contemplar em si mesmo o silêncio da paz, jamais compreenderá a essência da música. Sabeis que fazem parte, da própria composição musical, as pausas, que marcam a pulsação da alma, quando se retrai na inspiração, para depois expirar novamente o som…

Assim, educai o ouvido para o silêncio da natureza e para a natureza divina do silêncio – pois é também quando se faz silêncio na Terra, que o Espírito encarcerado no corpo pode se alçar ao infinito e beber as harmonias celestiais que, garanto, não têm comparação, não têm expressão possível em vosso plano…

Depois do silêncio – a simplicidade. Começai por introduzir às crianças melodias simples, cantantes, doces. Mas eis o segredo: fazei com que degustem cada nota, cada acorde, cada suspiro da alma. Longe de mim, entretanto, sugerir-vos a aproximação da criança com a mediocridade, com o feio, com o banal. A simplicidade pode ser divina – é isso que deveis procurar (e não apenas no domínio das artes, mas da própria vida, pois quereis divindade mais simples que a de Jesus?).

Outro requisito da sensibilidade musical é o vagar. Que o espírito se abandone às harmonias e se evole às alturas! Não o enlevo comtemplativo da inutilidade, em que as horas ecoam num sonhar vazio. Mas a ação, mesmo a mais nobre, não prescinde do apoio do ócio, esse ócio que os filósofos pregavam, no qual o espírito possa se cultivar para o Bem e para o Belo, apurando os laços de sintonia com as estrelas… Por isso, não corrais tanto de alguns minutos de encontro com o Belo e permiti também que as crianças tenham tempo para a música; para fazê-la, para conhecê-la, para amá-la.

E afinal, uma última palavra sobre um outro aspecto desse vasto tema. Um aspecto que me toca ainda a lembrança da minha encarnação de músico terrestre: o das crianças-prodígio – desses espíritos que já nascem embalados pelas harmonias que jorram do Alto e que nada podem fazer senão dar vazão a essa musicalidade chegando aos borbotões. Digo das crianças que assim se apresentam espontaneamente enão dessas que, muitas vezes, treinais à força do cansaço e às quais conseguis impringir uma mecanização precoce das técnicas de interpretação. Quanto às que realmente se mostrem talentosas – evitai a idolatria! Protegei-as das manobras dos interesses mesquinhos e confiai-lhes o tesouro moral de Jesus. Esse é o melhor presente que podeis oferecer ao talento.

E, sobretudo, sabei que o Mestre conta com todos, para a sinfonia de um mundo novo e os músicos serão chamados a captar as harmonias do cosmos, traduzindo-as para a Terra e elevando o tônus vibratório do planeta. Mas, então, ajudai os músicos, para que se elevem a si mesmos e suas melodias serão mais puras, suas traduções mais fiéis e suas harmonias mais doces – para embalar o terceiro milênio…

Deste que agradece a todo o planeta pelas imerecidas homenagens de aniversário de morte e envia a todos um coração cheio de amor:

Mozart

9/12/91

(extraído do livro “A Educação Segundo o Espiritismo”, de Dora Incontri)

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